20) Em uma das suas obras mais importantes, José de Alencar apresenta uma visão lírica da miscigenação no Brasil. A propósito desse romance, o autor afirma: "Quem não pode ilustrar a terra natal, canta as suas lendas, sem metro, na rude toada de seus antigos filhos". A obra em questão é:

a) Diva b) Senhora c) O gaúcho d) Cinco minutos e) Iracema

21) Na poesia lírico-amorosa de Castro Alves, observa-se:

a) uma oposição platônica em relação ao amor, sobre o qual versifica em linguagem racional e contida

b) a idealização da figura da mulher, cantada constantemente como objeto inacessível ao poeta.

c) a preocupação de ocultar, por meio do excesso de figuras de linguagem, os mais recônditos desejos do poeta.

d) uma renovação em relação à de seus antecessores, pela expressão ousada dos impulsos eróticos

e) a mesma timidez revelada dos devaneios líricos dos poetas da geração byroniana

"As grandes obras são executadas, não pela força, mas pela perseverança" (Samuel Johnson)... O coração doentio desses poetas tinha uma causa. Viver a angústia só consegue quem não tem uma COMUNHÃO PERFEITA COM DEUS.

22) O desejo de morrer e a sentimentalidade doentia são características da poesia do autor de Lira dos vinte anos. Trata-se de:

a) Castro Alves b) Gonçalves Dias c) Gonçalves de Magalhães d) Casimiro de Abreu e) Álvares de Azevedo

23) A respeito dos romances de José de Alencar, é valido afirmar:

a) os romances indianistas nos mostram o índio no seu estado selvagem, sem contato com o europeu colonizador

b) os romances de costumes descrevem a sociedade carioca na fixação de tipos humanos e conflitos sociais

c) sua imaginação é clássica, objetiva, sem descrições

d) procura fixar tipos humanos através de uma análise psicológica dos personagens.

 

8 - REALISMO

"Há muitos livros sobre os RETIRANTES DO NORDESTE. A situação de lá sempre foi periclitante. Um dia algo terá que ser feito por aquela gente... "Impressionavam-me os pés dos trabalhadores de café. Pés disformes. Pés que podem contar uma história. Confundiam-se com as pedras e os espinhos. Pés semelhantes aos mapas: com montes e vales, vincos como os rios..."

Candido Portinari

Portinari foi um artista que demonstrou seu talento desde muito pequeno. Em 1928, Portinari recebeu o almejado Grande Prêmio de Viagem pelo retrato do poeta Olegário Mariano (1889-1958). Passava horas no Museu do Louvre, em Paris, e voltou ao Brasil com o propósito de criar uma arte de temática brasileira utilizando a linguagem modernista. Estão presentes, constantes em suas obras, recordações de sua infância. Em algumas pinturas, como "Circo" de 1934 ou "Futebol", de 1934, Portinari recriou, quase, 30 anos depois, toda a magia de sua infância no interior. Depois de inúmeros estudos e aquarelas, em que retrata o universo infantil, Portinari volta sua atenção aos temas sociais. Nas telas "Morros Mestiços" e "Despejados", de 1934, encontramos algumas características que vão marcar para sempre sua pintura. Nelas se percebe a grande valorização do corpo humano nas composições, às vezes até exagerando sua escala em relação ao cenário ou à paisagem de fundo.

 
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