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9 - NATURALISMO Vamos falar
sobre Aluísio Azevedo. Ele escreveu O mulato, Casa de pensão e O cortiço,
onde manifesta sua índole polêmica, que falam sobre o racismo. Por causa
disso, as pessoas favoráveis à discriminação racial começaram a
hostilizá-lo. Em um capítulo de O mulato, chamado "Investigação", Manuel
recusa-lhe a filha em casamento porque Raimundo é negro, mas Manuel não
diz claramente o motivo. Raimundo tenta descobrir de toda maneira. Manuel
tenta se escusar às dúvidas de Raimundo; até que após muitas insistências
Manuel responde: "Recusei-lhe a mão de minha filha, porque o senhor é... é
filho de uma escrava. O senhor é um homem de cor!... Infelizmente esta é a
verdade..."Raimundo, querendo reagir, sentia uma revolução dentro dele;
idéias turvas, enlodadas de ódio e de vagos desejos de vingança, iam e
vinham, atirando-se raivosas contra os sólidos princípios da sua moral e
da sua honestidade. Uma só palavra boiava à superfície dos seus
pensamentos: "Mulato"."
"Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e compaixão cada
um para com o seu irmão" (Zacarias 7.9)... Eu é que agradeço a Deus por
ter colocado a DRA. PSIQUÊ, o DR. CUCA LEGAL, a JUJU, as TURMAS 2005,
2006, 2007 e 2008 em meu caminho. Sinto-me feliz por ter conhecido pessoas
tão competentes e tão humanas que têm me ensinado tantas coisas
maravilhosas. Mas deixa estar que DEUS vai recompensá-los.1) João Romão
foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que
enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taberna nos
refolhos do bairro do Botafogo.2) Proprietário e estabelecido por sua
conta, o rapaz atirou-se à labutação; ainda com mais ardor, possuindo-se
de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado às mais duras
privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira,
fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida
arranjava-lhe, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua
vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente
em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e
fazia fretes na cidade.
"Nossos dias de
indolência correspondem aos dias mais ocupados de Satanás" (J.
Petit-Senn)... A Deus agradeço por ver uma Educação crescendo em qualidade
no Brasil. Apesar de tantas dificuldades, os Professores do Colégio onde o
Professor ONALDO leciona são EXCELENTES, COMPETENTES E HUMANOS. Isso me
disse o PROFESSOR. Meus pára-choques, meus pára-brisas, meus pára-lamas de
sucesso e meus PARABÉNS pelo esforço de todos.4) João Romão mostrou grande
interesse por esta desgraça, fez-se até participante direto dos
sofrimentos da vizinha, e com tamanho empenho a lamentou, que a boa mulher
o escolheu para confidente das suas desventuras. Abriu-se com ele,
contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades. "Seu senhor comia-lhe
a pele do corpo!"5) E segredou-lhe então o que tinha juntado para a sua
liberdade e acabou pedindo ao vendeiro que lhe guardasse as economias,
porque já de certa vez fora roubada por gatunos que lhe entraram na
quitanda pelos fundos. "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" (Romanos 8.37)... Vou concluir o meu Segundo Grau, porque estudarei as Apostilas de Matemática até passar nas provas, estou fazendo cursos, porque depois continuarei meu curso de ENFERMAGEM e vou trabalhar com os VELHINHOS das casas de Saúde. Ah! Mas não vou conseguir isto sozinha! DEUS está me ajudando!10) Sempre em mangas de camisa, sem domingo nem dia santo, não perdendo nunca a ocasião de assenhorear-se do alheio, deixando de pagar todas as vezes que podia e nunca deixando de receber, e enganando os fregueses, roubando nos pesos e nas medidas, comprando por dez réis de mel coado o que os escravos furtavam da casa dos seus senhores, apertando cada vez mais as próprias despesas, empilhando privações sobre privações... contemplava de longe com um resignado olhar de cobiça.
"Os homens
fariam muitas coisas se não julgassem tantas coisas impossíveis" (François
de Malesherbes)... Não tenho nada mais a acrescentar, senão que vocês
continuem estudando a vida toda. Nunca podemos parar de ler, estudar,
aperfeiçoar nossos talentos, porque precisamos estar sempre atualizados e
desenvolvendo nossos ideais em busca de alvos sempre construtivos.RAUL
POMPÉIA (O Ateneu)Raul Pompéia foi militante a favor da República e da
abolição dos escravos. Como jornalista foi sempre combativo e idealista,
muito envolvido nos problemas de seu tempo. No enterro de Floriano Peixoto
(1895), fez um discurso elogiando este e atacando o então presidente da
República, Prudente de Morais. Em função disso, perdeu seu emprego na
Biblioteca Nacional e foi manchete como: "Um louco no cemitério."
Desmoralizado, matou-se com um tiro, na véspera de
Natal. | ||