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Ai, gente! Se eu fosse Inocência eu faria a mesma coisa. Ah! Casar com tal de Manecão, só com esse nome já dá para assustar. Já CIRINO é claro que era um Partidão. Eu não caso obrigada nem pelo Delegado!... Ai! Eu adoro COLIBRIS! Pessoal, este é um Romance que não podemos deixar de ler. Vejam só como a mulher tinha que casar com a vontade do pai e não com o seu amado. Está muito bom! Estou doida para ver o final. E vocês? - Que vem... mecê... fazer aqui? Já... estou boa. - (...) Sinto fogo dentro de mim... Já não vivo... o que só quero é vê-la, é amá-la, não conheço mais o que seja sono, e, nesta semana, fiquei mais velho do que em muitos anos havia de ficar... E tudo, por que, Inocência? - Eu não sei, não, respondeu a pobrezinha com ingenuidade. - Porque eu amo, amo-a, e sofro como um louco... - Ué, exclamou ela, pois amor é sofrimento? - Amor é sofrimento quando a gente não sabe se a paixão é aceita, quando não se vê quem se adora; amar é céu, quando se está como eu agora estou. - E quando a gente está longe, perguntou ela, que se sente? - Sente-se uma dor, cá dentro, que parece que se vai morrer... Tudo causa desgosto; só se pensa na pessoa a quem se quer, a todas as horas do dia e da noite, no sono, na reza quando se pede a Nossa Senhora, sempre ela, ela, ela!... o bem amado... e.... - Oh, interrompeu a sertaneja com singeleza, então eu amo.
Poeta romântico da Primeira Geração. Defensor e enaltecedor do índio, como José de Alencar. Vamos ler com entusiasmo e entonação a sua famosa Canção do exílio: "Minha terra tem palmeiras/Onde canta o Sabiá;/As aves que aqui gorjeiam,/Não gorjeiam como lá.../Em cismar, sozinho, à noite,/Mais prazer encontro eu lá." Vejam a saudade da terra natal, o Brasil, pois ele estava em Portugal quando fez esse poema. Duas características do Romantismo: A natureza, por exemplo, as palmeiras, as estrelas do nosso céu, nossas várzeas, e o sabiá, e a saudade do poeta. Como chefe da seção de etnografia da Comissão Científica de Exploração, Gonçalves Dias teve como missão, em 1859, estudar os indígenas brasileiros em seus aspectos físico, moral e social; colher-lhes a opinião a respeito dos brancos e as queixas que por acaso tivessem; pesquisar nos cartórios e arquivos, públicos e particulares, documentos relativos à história e geografia do Brasil, dados estatísticos e informações sobre o comércio das províncias visitadas, a área cultivada e a sem proveito, as atividades das povoações" (Péricles Eugênio da Silva Ramos). Na Canção do tamoio, olhem como o poeta idealiza o índio, nosso herói. Vamos lê-la bem ritmado: "Não chores, meu filho;/Não chores, que a vida/É luta renhida:/Viver é lutar./A vida é combate,/Que os fracos abate,/Que os fortes, os bravos/Só pode exaltar."
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