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O poeta fala ao índio tamoio para não desanimar, pois a vida é uma luta que abate os fracos e exalta os bravos. Na segunda estrofe, o homem forte não teme a morte, só teme fugir. Ele tem sempre uma presa no seu arco, quer seja tapuia, condor ou tapir. Aqui ele está salientando a valentia do índio. O poeta diz que o covarde inveja os feitos do forte garboso e feroz, na peleja, cujos feitos os próprios anciãos respeitam. I-Juca-Pirama (Gonçalves Dias): "Meu canto de morte,/Guerreiros, ouvi:/Sou filho das selvas,/Nas selvas cresci;/Guerreiros, descendo/Da tribo Tupi./Da tribo pujante,/Que agora anda errante/Por fado inconstante,/Guerreiros, nasci;/Sou bravo, sou forte,/Sou filho do Norte;/Meu canto de morte,/Guerreiros, ouvi."
NARRADOR - Senhoras e Senhores alunos inteligentes do Professor Onaldo. Vamos apresentar agora a Segunda Geração Romântica, também conhecida como ultra-romântica, do "mal do século" ou byroniana (por influência do poeta inglês Lord Byron - 1788/1824), que se caracteriza pelo individualismo, pela idealização da mulher e do amor, pelo sofrimento e descontentamento que só vê solução na morte e se refugia no sonho... A Segunda Geração de Românticos fala de MORTE, MAL DO SÉCULO (ANGÚSTIA), porque a situação após a Independência é caótica, com muitos desajustes sociais etc... Procurem sempre saber o PORQUÊ, A CAUSA dos acontecimentos. POR QUE ESTES ESCRITORES DESTA FASE LEVAM UMA VIDA DE SOFRIMENTO, ANGÚSTIA E CONFLITO? JÁ CHEGOU A ALGUMA CONCLUSÃO? ENTÃO PODE ESCREVER COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS. VOCÊ ESTARÁ ASSIM DANDO SUA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO PARA O ENSINO, PARA OS COLEGAS E PARA VOCÊ MESMO. O tipo de vida que tinham, normalmente boêmia, e a angústia de que se viam cercados os poetas dessa fase levaram-nos em geral a uma morte prematura. Por que esses sentimentos negativos? Porque, depois que o Brasil se tornou INDEPENDENTE, a sociedade saiu daquela euforia, daquela alegria exagerada, idealista da Fase Indianista, e entraram na realidade, percebendo que os problemas do Brasil após a Independência Política continuavam muito sérios, ou seja, a independência pessoal ainda não tinha sido alcançada. E os poetas desta época refletem esta situação triste da sociedade. Luís Nicolau Fagundes Varela nasceu no Rio de Janeiro em 1841, onde morreu em 1875. Iniciou a Faculdade de Direito em São Paulo, mas não levou adiante, dando preferência à vida boêmia, na tentativa de superar seus problemas pessoais. Casando-se aos vinte anos, nasceu-lhe um filho, Emiliano, que viveu apenas até os três meses de idade. Esse fato abalou-o, inspirando seu poema mais popular, talvez, cujas primeira estrofe veremos adiante.
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