• SOU BRAVO, SOU FORTE, SOU FILHO DO NORTE" (Gonçalves Dias em I-JUCA-PIRAMA, que quer dizer: aquele que vai morrer. Não confunda com O JUCA DE PIJAMA - Eis aí a idéia do ÍNDIO HERÓI, FORTE, CORAJOSO etc...

  • "Não descuidemos de nosso espírito nem um só segundo. Atacamos o CAPIROTO DEVORADOR, antes que ele nos ataque: - TU ÉS O DEUS QUE FAZES MARAVILHAS (Salmo 77.14)... Estão percebendo os POEMAS de GONÇALVES DIAS, assim como A PROSA INDIANISTA DE JOSÉ DE ALENCAR? Notaram como eles exaltam os ÍNDIOS? Por que eles são considerados NOSSSOS HERÓIS DA INDEPENDÊNCIA? Porque foi NELES que os ESCRITORES se inspiraram (sua bravura) para angariarem forças para lutarem contra os DESMANDOS DE PORTUGAL E ALCANÇAREM A INDEPENDÊNCIA.

O poeta fala ao índio tamoio para não desanimar, pois a vida é uma luta que abate os fracos e exalta os bravos.

Na segunda estrofe, o homem forte não teme a morte, só teme fugir. Ele tem sempre uma presa no seu arco, quer seja tapuia, condor ou tapir. Aqui ele está salientando a valentia do índio. O poeta diz que o covarde inveja os feitos do forte garboso e feroz, na peleja, cujos feitos os próprios anciãos respeitam.

I-Juca-Pirama (Gonçalves Dias): "Meu canto de morte,/Guerreiros, ouvi:/Sou filho das selvas,/Nas selvas cresci;/Guerreiros, descendo/Da tribo Tupi./Da tribo pujante,/Que agora anda errante/Por fado inconstante,/Guerreiros, nasci;/Sou bravo, sou forte,/Sou filho do Norte;/Meu canto de morte,/Guerreiros, ouvi."

  • DEUS criou os céus, a terra e tudo que nela há. E disse para o homem dominar a Natureza, e não para destruí-la... "O amor não se irrita, não suspeita mal" (I Coríntios 13.5)... NICODEMOS, não basta você ser um grande sábio das coisas do mundo, necessário lhe é NASCER DE NOVO, quer dizer, viver de acordo com o EVANGELHO, TER JESUS COMO SUA ESPERANÇA, SEU SALVADOR, SUA VIDA... O QUE VOCÊS ACHAM DESTA HISTÓRIA QUE OS ÍNDIOS FORAM TOMADOS COMO NOSSOS HERÓIS? O QUE VOCÊS PENSAM SOBRE OS ÍNDIOS? FALE O QUE VOCÊ PENSA, E NÃO O QUE ESTÁ ESCRITO NOS LIVROS. SUA OPINIÃO TAMBÉM É IMPORTANTE.

  • SEGUNDA GERAÇÃO DE ROMÂNTICOS

  • Se a Primeira Geração de Românticos é alegria, heroísmo, patriotismo, bravura, paixão, entusiasmo, na Segunda Geração veremos que os poetas deram vazão a um outro tipo de sentimento romântico: Mal do século, angústia, sofrimento (Influência de Byron, poeta inglês). Os escritores famosos desta fase são: Álvares de Azevedo, Fagundes Varela, Junqueira Freire e Casimiro de Abreu.

  • AUTORES ROMÂNTICOS - SEGUNDA GERAÇÃO

  • TEATRO SOBRE FAGUNDES VARELA, DA SEGUNDA GERAÇÃO DE ROMÂNTICOS

NARRADOR - Senhoras e Senhores alunos inteligentes do Professor Onaldo. Vamos apresentar agora a Segunda Geração Romântica, também conhecida como ultra-romântica, do "mal do século" ou byroniana (por influência do poeta inglês Lord Byron - 1788/1824), que se caracteriza pelo individualismo, pela idealização da mulher e do amor, pelo sofrimento e descontentamento que só vê solução na morte e se refugia no sonho... A Segunda Geração de Românticos fala de MORTE, MAL DO SÉCULO (ANGÚSTIA), porque a situação após a Independência é caótica, com muitos desajustes sociais etc... Procurem sempre saber o PORQUÊ, A CAUSA dos acontecimentos. POR QUE ESTES ESCRITORES DESTA FASE LEVAM UMA VIDA DE SOFRIMENTO, ANGÚSTIA E CONFLITO? JÁ CHEGOU A ALGUMA CONCLUSÃO? ENTÃO PODE ESCREVER COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS. VOCÊ ESTARÁ ASSIM DANDO SUA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO PARA O ENSINO, PARA OS COLEGAS E PARA VOCÊ MESMO.

O tipo de vida que tinham, normalmente boêmia, e a angústia de que se viam cercados os poetas dessa fase levaram-nos em geral a uma morte prematura. Por que esses sentimentos negativos? Porque, depois que o Brasil se tornou INDEPENDENTE, a sociedade saiu daquela euforia, daquela alegria exagerada, idealista da Fase Indianista, e entraram na realidade, percebendo que os problemas do Brasil após a Independência Política continuavam muito sérios, ou seja, a independência pessoal ainda não tinha sido alcançada. E os poetas desta época refletem esta situação triste da sociedade.

Luís Nicolau Fagundes Varela nasceu no Rio de Janeiro em 1841, onde morreu em 1875. Iniciou a Faculdade de Direito em São Paulo, mas não levou adiante, dando preferência à vida boêmia, na tentativa de superar seus problemas pessoais. Casando-se aos vinte anos, nasceu-lhe um filho, Emiliano, que viveu apenas até os três meses de idade. Esse fato abalou-o, inspirando seu poema mais popular, talvez, cujas primeira estrofe veremos adiante.

 
Página 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42